No século XVI, quando os primeiros exploradores portugueses iniciavam suas viagens ao interior do Brasil, vivia em nosso território um número entre 4 e 10 milhões de índios. Uma população maior que a de Portugal, que na mesma época contava cerca de 1,5 milhão de habitantes. Cerca de 3 milhões desses nativos ocupavam uma faixa de aproximadamente 100 km de largura a partir do litoral. Tratava-se da Nação Tupi, unida pelo mesmo tronco linguístico, que se dispersava desde o estado do Pará até a Argentina.

A Serra escarpada que acompanhava o rio Paraíba (rio feio em tupi), onde hoje se situa Campos do Jordão, conhecida pelos nativos como amantikir, “a montanha que chora”, tornou-se Mantiqueira na pronúncia dos Lusitanos.
( Entenda a origem do nome conhecendo a Lenda de Amantikir).

O parque amantikir, concebido por quatro apaixonados pela Mantiqueira, pretende prestar uma sincera homenagem aos reais valores da serra e sua exuberante natureza, livre de modismos e estrangeirismos. Assim, ao invés de buscar uma semelhança com localidades europeias, o parque visa resgatar e valorizar os elementos naturais e culturais de nossa região.

Geograficamente a Mantiqueira ocupa cerca de 25.000 km² e estende-se por três estados, Minas Gerais (75%), Rio de Janeiro (5%) e São Paulo (20%).

Seguindo essa mesma condição, o parque será subdividido em três regiões:

  • Mantiqueira Paulista, com jardins representativos de vários países, em harmonia com a região mais cosmopolita e “europeia”.
  • Mantiqueira Fluminense, mais nórdica e preservacionista, será representada no parque apenas por florestas e bosques.
  • Mantiqueira Mineira, genuína e tradicional, será representada por jardins brasileiros característicos da faixa habitada originalmente pela Nação Tupi.